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Hiperplasia Benigna da Próstata

Urologia Clínica do Poder · Lisboa

Hiperplasia Benigna da Próstata — Clínica do Poder

A próstata é um órgão exclusivo do sistema reprodutor masculino.
A próstata é um órgão exclusivo do sistema reprodutor masculino. É a maior glândula sexual acessória do homem. Localiza-se adiante do reto, mesmo à frente da bexiga, envolvendo a uretra, que é o canal que transporta a urina e o sémen para o exterior. A função da próstata é produzir um fluido que protege e nutre os espermatozoides no sémen, tornando-o também mais líquido. O tamanho da próstata permanece constante até à meia-idade adulta (40 anos aproximadamente). A partir dessa altura, a próstata pode crescer rapidamente, desenvolvendo-se a Hiperplasia Benigna Prostática – um tumor benigno da próstata. Sabe-se que mais de 80% da população masculina com idade superior a 50 anos receberá tratamento contra a HBP nalgum momento da sua vida, seja este medicamentoso, cirúrgico ou outro.

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A hiperplasia prostática benigna não é considerada uma lesão pré-maligna.

Geralmente a HBP é acompanhada de prostatite crónica. Esta inflamação na glândula prostática causa e/ou agrava os sintomas irritativos e obstrutivos da HBP, reduzindo a qualidade de vida da população masculina, pelo que sempre que é diagnosticada prostatite num quadro de HBP, o seu tratamento é indispensável.

Porque ocorre a HBP?

O desenvolvimento da HBP deve-se a vários fatores, destacando-se:

  • A idade acima dos 40, pois está intimamente ligada a alterações do perfil hormonal. Em várias etapas do desenvolvimento masculino, o tecido celular adjacente à uretra multiplica-se. Quando o homem envelhece, a produção de testosterona é mais reduzida e parte da quantidade de testosterona ativa no sangue é transformada em estrogénios. Essa conversão dá-se principalmente pelo aumento da atividade das enzimas aromatase e 5-alfarredutase. Este contexto orgânico promove a multiplicação descontrolada de células da próstata. Simultaneamente, nesta glândula, existem recetores androgénicos que são estimulados pela Dihidrotestosterona (DHT) favorecendo o aumento do tamanho prostático.
  • O consumo exagerado das mais variadas fontes de açúcares tende a ativar a enzima aromatase e, por consequência à diminuição dos níveis de testosterona, e a subida dos níveis de estradiol, resultando no aumento do volume da próstata. Evidenciando-se assim que a alimentação está diretamente associada aos níveis hormonais e indiretamente ao volume da próstata.

Efeitos

A HBP surge como nódulos à volta da uretra prostática, à medida que vão aumentando formam-se lóbulos que podem comprimir a uretra e dificultar a passagem da urina, resultando nos chamados sintomas obstrutivos. A cápsula prostática é formada por fibras musculares lisas e colagénio, que apresenta diferentes graus de elasticidade e distensibilidade, quando muito elástica e distensível, o volume da HBP (adenoma) pode crescer muito, expandindo-se para a periferia, não comprimindo a uretra. Quanto menos elástica e distensível for esta cápsula, mais o crescimento da HBP terá tendência para comprimir a uretra e provocar o conjunto de sintomas designado por prostatismo (não confundir com prostatite!).

A presença de prostatite (inflamação da próstata) associada a HBP, na maior parte dos casos clínicos, pode provocar sintomas que facilmente se confundem com os do prostatismo. De onde pode concluir-se que não é o tamanho da próstata, nem os valores do PSA elevados, que impõem qualquer tratamento médico e/ou cirúrgico, mas sim a avaliação de todos os fatores intervenientes no desenvolvimento da HBP, a sua forma clínica e as patologias associadas, como é o caso tão frequente da prostatite.

Sintomas

A HBP pode provocar dificuldade em urinar, devido à compressão da uretra prostática. Na fase inicial, o doente apresenta muito poucos sintomas, devido ao facto de ocorrer uma hipertrofia do detrusor (músculo da bexiga), o que possibilita o vazamento total da bexiga.

Sintomas obstrutivos:

  • Dificuldade para começar a urinar;
  • Diminuição da força e calibre do jato urinário;
  • Incapacidade para interromper bruscamente a micção, pingando ao terminar;
  • Sensação de vazamento incompleto da bexiga e, por vezes, retenção urinária, que é favorecida pela ingestão de álcool, infeções urinárias, ingestão de fármacos antidepressivos, tranquilizantes ou anticolinérgicos.

Sintomas irritativos:

  • Urinar com maior frequência (polaquiúria) – intervalos inferiores a 2 horas;
  • Urinar várias vezes durante a noite (mais de 2 vezes);
  • Urgência em chegar à casa de banho quando sente vontade de urinar – urgência urinária e perda de algumas pingas de urina (incontinência de urgência).

A presença de sangue na urina (hematúria) é outro dos sintomas associados à HBP, sobretudo se é observada na fase inicial ao urinar; de facto, a hematúria é mais frequente na HBP do que no cancro da próstata; a hematúria também ocorre associada à prostatite que, frequentemente, é concomitante com a HBP.

Alguns doentes desenvolvem um prostatismo “silencioso”. Nestes casos, acontece uma obstrução lentamente progressiva, de tal forma, que o doente se adapta gradualmente aos sintomas (distensão vesical crónica).

Método integrado de tratamento* não invasivo e indolor

No tratamento da HBP associada, ou não, a prostatite, os nossos resultados de sucesso são comprovados com a terapêutica integrada que consiste na utilização simultânea de vários métodos específicos de tratamento, sempre que se verifiquem necessários, que se descrevem a seguir:

  • Terapia farmacológica: a utilização de medicação recomendada e/ou antibióticos de largo espetro, são indispensáveis em simultâneo com as restantes formas de tratamento;
  • Massagem prostática: consiste na drenagem do fluido prostático de forma a eliminar a inflamação da próstata, reduzindo-lhe também o volume;
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  • Laser de Baixa Intensidade: a Terapia Laser de Baixa Intensidade reforça a microcirculação, tem efeito anti-inflamatório, analgésico, antioxidante, restabelece a homeostase geral, sexual, genital e peniana, normalizando a função urinária e energia sexual e reforça a capacidade de defesa autoimune do organismo;
  • Suplementação e adaptação/alteração de hábitos alimentares: através da alimentação e suplementação adequada é possível manter níveis ótimos de testosterona. O objetivo é evitar a conversão de testosterona em estrogénio, inibindo a aromatase e a 5-alfarredutase principalmente com a otimização de níveis de oligoelementos e antioxidantes.
  • Exercícios físicos específicos (exercícios de Kegel): consistem na contração e relaxamento dos músculos que compõem o pavimento pélvico. O objetivo destes exercícios é restaurar o tónus e a força muscular, prevenindo e reduzindo problemas no pavimento pélvico.

Benefícios:

  • Melhora a circulação sanguínea local e da habilidade e sensibilidade sexual;
  • Garante maior controlo sobre a ejaculação e micção;
  • Possibilita o aumento da resistência sexual;
  • Ajuda no controlo da função erétil;
  • Promove o estado saudável da próstata.

* O plano de tratamento recomendado exige sempre uma avaliação clínica prévia para a observação da sua indicação.

Referências bibliográficas:

McNeal, J. (1978) Origin and evolution of benign prostatic enlargement. Invest Urol. Vol. 15. P. 340-345

Especialidades

Urologia

Cistite Aguda e Crónica
Infeções Urinárias
Incontinência Urinária
Prostatite
Uretrite
Hiperplasia Benigna da Próstata
Orquiepididimite Aguda

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